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Duas de Mim

Duas de Mim

Data: 05/10/2017

O elenco de Duas de Mim, filme estrelado por Thalita Carauta, deu uma entrevista coletiva à imprensa de São Paulo nesta semana e falou sobre suas impressões do filme. Além da atriz, estavam a experiente produtora Iafa Britz (produtora de Se Eu Fosse Você e Minha Mãe É uma Peça), a atriz Letícia Lima (conhecida pelos seus trabalhos na série Vai Que Cola e no canal de YouTube Porta dos Fundos), o cantor Latino (que atua neste filme em um dos papeis mais importantes da trama) e, claro, a diretora Cininha de Paula.

Estreante na direção de cinema, Cininha, além de ser atriz, de longa data já dirige peças, séries e novelas. Ao falar suas impressões do filme, cita que ele é muito atual sobretudo graças ao movimento de empoderamento feminino. Ela ressalta que há esse algo enriquecedor ao filme, esse debate sobre a colocação da vida atual da mulher em nossa sociedade. Thalita Carauta, quando foi falar do assunto, relembrou que essas questões feministas das quais o filme trata sempre estiveram presentes, mas que somente agora explodiram.

Duas de Mim fala sobre a história de Suryellen, uma mulher que em meio ao ritmo alucinado de seu cotidiano trabalhando das cinco da manhã até a noite, um dia descobre que, sem querer, se duplicou. Ela, desavisada, comeu um bolo chamado “o bolo dos desejos” e o seu desejo de que fosse “duas” se realizou. Contudo, a sua “clone” é um pouco oposta à personalidade de Suryellen, muito mais bonachona, extrovertida, festiva do que a original – uma pessoa sóbria e séria. Cininha, ao comentar essa oposição de personalidade, disse que a “Suryellen clone” é muito mais uma representação dos “dois lados de uma mesma mulher”.

“Essas duas personalidades se somam (…) Eu tenho meu lado mais destemido, mais doido, mais louco… e tem o lado meu lado mais família”, disse a diretora sobre essa abordagem “psicanalista” de Duas de Mim. Thalita Carauta, a intérprete da Suryellen, disse depois quais os motivos que lhe levaram a fazer o papel: “fazer duas mulheres diferentes era algo que eu nunca tinha feito. (…) E são duas mulheres muito distintas”. Sobre esse assunto ainda, falou da relevância que tinha ser aquele personagem sobre uma mulher da periferia, do subúrbio, que tem dois empregos, que tem um filho e um ex-marido que não ajuda a criar um filho – e que, no fundo, só deseja
uma vida melhor.

O papel de Latino, o personagem Chicão, tem uma curiosidade muito interessante por trás dele. A diretora Cininha e a produtora Iafa Britz revelaram que, desde o começo, o Chicão fora definido como aparece no longa: um colega de trabalho de Suryellen que, nos tempos livres, ainda faz shows como cover do Latino. Contudo, em meio ao processo de seleção do casting, a produção levantou a ideia do próprio Latino interpretar o Chicão. Contudo, mesmo tendo aceitado o papel, ele não se considera como ator. Ele aceitou o papel, segundo ele, pois via muito nele de seu passado (já que também trabalhou em um restaurante, só que nos Estados Unidos, antes da fama). Além do mais, Latino disse que “de uns anos para cá, a conotação do Latino virou a do cara que não tem vergonha de ser feliz, de pagar mico, que gosta de dançar…”, e essa conotação era visível no Chicão.

Iafa Britz, a produtora, falou também sobre as dificuldades do cinema brasileiro (como o baixo orçamento) e sobre a boa expectativa por trás do lançamento do filme. Contudo, os integrantes da mesa ainda tiraram uma com a cara de Britz por caus a da caótica vida de uma produtora ou um produtor. “Existe um departamento no cinema que existe só para arranjar problema para produtor resolver”, brincou Letícia Lima em momento de descontração da coletiva.

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