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Nem todos os vegetarianos estão saudáveis.

Nem todos os vegetarianos estão saudáveis, conclui estudo.

Data: 19/10/2017

Em busca de uma vida com mais saúde, muitas pessoas decidem excluir carnes – ou todos os itens de origem animal, como ovo, queijo e leite – do cardápio. Mas será que simplesmente eliminar esses alimentos da dieta garante um corpo (e um futuro) mais saudável? Segundo um estudo recente da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, a resposta para essa pergunta é “nem sempre”.

De acordo com a pesquisa, publicada em julho de 2017 no periódico científico Journal of the American College of Cardiology, dependendo de como fica a alimentação ao se tornar vegetariano, o risco de doenças cardíacas pode aumentar. O trabalho foi feito com mais de 200 mil pessoas que, ao longo de duas décadas, responderam a questionários sobre seu estilo de vida, cuidados com a saúde e histórico familiar. Participantes que tiveram problemas no coração, câncer ou derrame foram excluídos já no início da investigação.

Divididos em grupos, os voluntários seguiram três tipos de dietas: a primeira não eliminava itens de origem animal, mas priorizava alimentos vegetais; a segunda era vegetariana e tinha como protagonistas grãos integrais, frutas e verduras; e a terceira não incluía carnes, mas estava baseada em industrializados considerados não saudáveis.

Os cientistas de Harvard notaram que, no geral, adotar um cardápio livre de picanha, peito de frango ou sushi ajuda a prevenir males cardiovasculares. Os homens e mulheres que seguiram menus cheios de frutas, verduras e cereais integrais apresentaram bem menos risco de sofrer um piripaque no peito. O mesmo vale para os que consumiram pouca carne e muitos alimentos frescos. Mas nada disso é novidade – outros trabalhos já haviam demonstrado essas associações.

O que chamou mesmo a atenção dos experts foi que os vegetarianos que abusaram de itens como grãos refinados, refrigerantes e que comeram muito carboidrato se mostraram mais propensos a desenvolver problemas no coração. “É evidente que há muita variação na qualidade nutricional de dietas vegetarianas”, observa Ambika Satija, líder do estudo.

Os pesquisadores sugerem que é preciso reforçar a importância de comer alimentos nutritivos, mesmo depois de excluir a carne do dia a dia. E, se você pretende parar de ingerir animais, talvez seja uma boa ideia fazer isso aos poucos. “Assim como acontece com a atividade física, fazer pequenas alterações na dieta, em vez mudanças radicais, pode ser mais motivador e sustentável”, propõe Kim Allan Williamns, um dos autores da investigação.

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