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Tinder de animais conecta pessoas e pets

Tinder de animais conecta pessoas e pets

Data: 09/03/2018

Depois de um primeiro contato com o aplicativo que une casais, Andreia Freitas, 42, pensou em juntar o útil ao agradável e teve a ideia de criar um Tinder para unir pessoas interessadas em adotar animais abandonados. A psicóloga de Santo André (São Paulo) já está envolvida com causas animais há, pelo menos, 20 anos. Com o conhecimento dela, ela pôde projetar a plataforma e ajudar os pequenos pets a encontrarem uma companhia perfeita.

A ideia do projeto surgiu em 2016, quando ela conheceu o Tinder pela primeira vez. No entanto, toda a parte prática fez com que ela demorasse mais tempo para disponibilizá-lo para o público. A psicóloga diz que demorou para estruturar como a plataforma funcionaria, já que não basta somente achar bichos fofinhos e pessoas interessadas. “Eu criei todo o suporte para que ONGs promovessem o encontro dos animais com pessoas bacanas dentro daquilo que acreditamos ser uma posse responsável”, afirma.

Para que a ideia saísse do papel, Andreia juntou 15 mil reais com a ajuda de um financiamento coletivo. Mesmo com essa quantia, ela ainda teve de investir o próprio dinheiro, porque o valor não foi suficiente para todas as demandas de criação, como design da marca, registros, patentes, consultoria jurídica e divulgação.

A plataforma entra em fase de testes no dia 20 deste mês e ainda não teve seu nome divulgado. Funcionará exatamente como o Tinder, por meio de geolocalização: ao ver a foto do animalzinho, você poderá reagir com os botões de “like” e “deslike”. Caso goste do animal e clique no botão positivo, outra tela abrirá no dispositivo mostrando as informações do animal e um questionário de adoção. As suas respostas serão enviadas para a ONG ou o responsável do animal e daí é só esperar o retorno. Serão proibidos os pedidos de resgate ou de dinheiro, que poderão ser denunciados como irregularidade.

Segundo a paulista, o projeto apresentará animais saudáveis, castrados e vacinados que são cuidados por ONGs ou responsáveis independentes. “Cada ONG terá o direito de cadastrar 120 animais e poderá substituir as vagas que abrirem por outros animais. Elas poderão convidar protetores independentes, que conseguirão cadastrar até 20 bichos”, explica Andreia.

Mesmo que seja necessário que os animais estejam saudáveis para serem cadastrados na plataforma, aqueles com necessidades especiais, deficiência ou idade avançada terão certo destaque. A ideia é que esses animais tenham as mesmas chances de serem adotados que os outros, com uma divulgação maciça.

Além de ajudar os animais, a plataforma criada pela paulistana também ajudará a traçar um mapa dos locais onde ocorrem mais abandonos e locais onde é necessário um trabalho maior de castração.

A plataforma irá trabalhar com a estética dos animais, já que, dentro de sua página no Facebook, Cachorro de peruca, Andreia percebeu um certo tipo de preferência por animais mais “arrumadinhos”. Ela explica: “os animais que estão ‘bem arrumadinhos’ têm mais visibilidade e compartilhamento. Às vezes, uma camisetinha no cachorro já faz a publicação viralizar. Quero fornecer tudo o que for possível para otimizar a divulgação dos animais pronto para adoção”.

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