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Quem é Mateus Asato? Guitarrista de Jessie J

Quem é Mateus Asato, ex-guitarrista de Jessie J e Luan

Data: 12/09/2018

Mateus Asato está bem de boa se você chamá-lo de "Santana brasileiro". O guitarrista de 24 anos já foi ouvido com Luan Santana, Sandy e Jessie J.

Mas o que pode fazê-lo mudar de patamar (e merecer o apelido) é seu álbum de estreia. Ele está gravando em Los Angeles e deve lançar no começo de 2019.

"Minha maior referência para perspectiva de carreira é o Carlos Santana", diz Mateus, antes de o G1 mencionar o guitarrista mexicano.

 

"Minha ideia é fazer um disco parecido com 'Supernatural'. Quero músicas com letras, mas muita guitarra por trás", explica ao citar o álbum de Santana lançado em 1999 e com mais de 30 milhões de cópias vendidas.

 

Ele não revela os convidados, culpa do contrato com a Sony. Mas a lista tem "um celeiro de vocalistas bem bacana".

Mas não é da Sony Brasil que estamos falando. Ele fechou com a parte japonesa da gravadora. O álbum mira o mercado asiático. Depois, os outros.

Sobre ser o Santana sul-matogrossense, Asato explica: "Ninguém gosta de ser categorizado, mas seria admirável. Santana tem controvérsia no mundo da guitarra, mas acho bacana o que ele fez".

O lado pop, garante, não o fará abandonar o instrumental. Ele avisa: "O disco vai ter uma ou duas instrumentais. Essa é minha raiz".

O pequeno Asato começou a dedilhar aos 9 anos, por influência da mãe que botou um violão em seu colo. O começo foi influenciado por músicas religiosas que a família ouvia.

Aos 10, passou para a guitarra. "Sempre foi um hobby, até eu me formar no ensino médio". Quando rolou o tradicional "o que você vai ser quando crescer?", apontou para a guitarra.

Foi morar em Los Angeles, aos 19, e estudou por dois anos no Musicians Institute. "Tirei o diploma certinho. Uma semana após a graduação, fiz um teste pra uma cantora". Passou.

Era Tori Kelly, americana empresariada por Scotter Brown, o cara que gere a carreira de Justin Bieber. Foram quase dois anos em turnê. "Eu era um menino. Queria saber o que era tocar em festival".

Ele diz que poderia ter tocado mais com Tori, mas nos backstages da vida ouviu de colegas que seria "ruim ficar ligado a um artista só".

Foi aí que começou a bombar suas redes sociais (atividade que rendeu ainda uma namorada, a influenciadora digital Maju Trindade) e a dar aulas de guitarra pelo mundo. Chegou a fazer workshops para turmas de até mil pessoas.

 

"Vi que eu tinha potencial. Queriam saber o que tinha por trás do menino do Instagram". Hoje, ainda dá mega aulas e soma 662 mil seguidores no app, a maioria do Brasil, EUA e Indonésia.

 

A parceria com Jessie J veio a partir da indicação de um amigo da cantora britânica: ele viu Mateus ensinando no Japão. Ficou na banda dela de agosto de 2017 a julho deste ano.

 

Parcerias bairristas

Ter nascido e crescido em Campo Grande botou dois cantores em seu caminho. Conterrâneos, Luan Santana e Di Ferrero se aproximaram de Mateus.

Após pedido do ex-vocalista do NX Zero, enviou umas levadas de guitarras por WhatsApp. O vídeo deu origem ao pop retrô redondinho "No mesmo lugar", a melhor música solo de Ferrero. "Não estava esperando que ficaria daquele jeito, ele quase não alterou as coisas que mandei".

Antes, foi um dos responsáveis pela fase mais pop roqueira de Luan Santana. Gravou dois DVDs após convite do produtor do popstar: "O Dudu Borges estava de olho em mim... O Luan queria fugir das raízes sertanejas".

Asato tocou no "Acústico" e em "1977", projeto só de duetos com mulheres, de Anitta a Sandy. A irmã de Durval Junior gostou do que viu e o chamou para uma parceria em seu álbum "Nós Voz Eles", lançada no começo deste mês.

Mas agora só quer saber da tal estreia solo: "Quero focar 24 horas no meu álbum. Vou misturar muito, tenho enxergado a música assim".

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